Microsoft entre erros e acertos

Largando muito atrás dos seus concorrentes, Nokia e Microsoft deram início a uma corrida solitária, amargando seus erros passados.

A Nokia perdeu a liderança do mercado porque insistiu em apostar apenas nos seus sistemas operacionais Symbian que, aos poucos, perdiam espaço para o inovador Android. A tentativa ousada da Nokia em criar um dispositivo fantástico como o N900 que rodava nativamente o Maemo (uma compilação Linux), podia também funcionar com MeeGo, Android e Kubuntu Mobile, prometeu muito e acabou morrendo por falta de aplicativos e melhorias no sistema operacional. Eu mesmo me deliciei com este dispositivo que tirou suspiros de mim por mais de 1 ano. Infelizmente, a comunidade do “open source” pisou na bola e tornou o N900 um projeto falido.

Enquanto isto, a Microsoft fechava seus olhos para este mercado, lançando o Windows Phone sem nenhum compromisso de sucesso em substituir o Windows Mobile ou Windows CE.

Desde a decisão da Microsoft em apostar seriamente no Windows Phone, a empresa vem oscilando entre altos e baixos na busca de um Ecossistema equilibrado e estável.

A parceria com a finlandesa Nokia propiciou um excelente laboratório, onde os dispositivos foram desenvolvidos exclusivamente para o Windows Phone. Foi a receita mágica para criar smartphones extremamente rápidos e transparecer a fluidez do sistema operacional da Microsoft. A cartada foi dada em um momento crucial, onde Google e Apple dominavam o mercado de smartphones com Android e iOS, respectivamente.

A arrancada do Windows Phone dada às pressas depois de 1 ano de parceria firmada com a Nokia, era apenas uma preparação do mercado para o que estava por vir. O Windows 8, baseado no mesmo conceito do Windows Phone, seria o novo sistema operacional para desktops, notebooks e tablets.

Aparentemente, uma estratégia que colocaria a Microsoft brigando por uma fatia de um mercado onde ela nunca foi referência. Impossível ficar de fora quando o mundo está largando desktops e notebooks para viver com a nova geração de smartphones e tablets.

Smartphones e tablets necessitam de aplicativos para que sejam realmente úteis. Tendo esta relação bem clara, a Microsoft soube aproveitar uma plataforma inteira de desenvolvimento já consolidada no mercado e utilizada por mais de 70% dos desenvolvedores. Tudo “igual” mas um pouco “diferente”. Os milhares de programadores em Visual Basic e C# (C Sharp) apenas aprenderiam o XAML (uma linguagem de marcação) para fazer o design dos aplicativos e toda a programação lógica poderia ser feita utilizando as linguagens já conhecidas. Isto tornou a curva de aprendizagem e aceitação do Windows Phone muito boas, trazendo imediatamente os desenvolvedores necessários para colocar mais de 100 mil aplicativos na loja em menos de 1 ano.

O Windows Phone já é uma realidade, o Windows 8 já é o segundo sistema operacional mais adquirido, perdendo apenas para o Windows 7 e os fantasmas do fracasso já deixaram de rondar a Microsoft que, nesta altura dos acontecimentos, ainda tem a Nokia como parceira mas sem a dependência anterior.

Tanto Windows Phone quanto Windows 8 possuem suas lojas de aplicativos e agora talvez seja o passo definitivo para a consolidação de um Ecossistema. A integração deste quebra-cabeça que ganhou o nome de Windows Blue.

Acredito que este passo seja o mais importante para a firmação definitiva da Microsoft no mercado dentro de uma estratégia maior que foi traçada. Tudo é mobilidade. O que antigamente era um complemento do desktop passou a ser independente. Agora tudo está na “nuvem” do Windows Azure. Tudo está acessível a qualquer hora. Suas músicas, fotos, documentos, e-mail… Todos temos “um pedacinho do céu” garantido. E por que não termos nossos aplicativos unificados? Mesmo conceito aplicado para todos os segmentos. Posso comprar um aplicativo e usá-lo no meu tablet com Windows 8, assim como posso usá-lo no meu smartphone com Windows Phone. Ambos acessam a nuvem e acessam a minha conta na Microsoft, então, por que não?

Unificar toda uma plataforma de sistemas operacionais, assim como unificar todo framework de desenvolvimento em um só lugar. Uma só loja.

Eu apostaria minhas fichas neste mundo unificado. É mais fácil para quem não entende de tecnologia e quer apenas ter uma “janela” de comunicação em suas mãos aliada a uma ferramenta de trabalho.

Tenho algumas coisas a dizer sobre o trabalho corporativo, mas vou deixar para um post exclusivo.

Até a próxima!

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s