Microsoft: uma plataforma produtiva

As plataformas de desenvolvimento vêm gerando diversas discussões a respeito de performance, produtividade, curva de aprendizagem, acesso a funções de baixo nível e, ultimamente, a grande sensação tem sido a interface gráfica ou UX (User eXperience).

A escolha da plataforma para criar um sistema computacional é um fator decisivo de negócios para a organização. Por este motivo, as questões descritas acima têm tanta importância na hora de um gestor de TI adotar a plataforma X ou Y para criar seus sistemas de controle e de operações.

Java: a febre do mercado de TI

Durante algum tempo o Java foi radicalmente adotado pelas organizações por ser uma plataforma Open Source, dando a falsa sensação de um baixo custo de implementação. Por que falsa sensação? Eu explico…

Antes do Android, os sistemas operacionais móveis eram diversos e pertenciam aos seus próprios fabricantes. Criar aplicativos para cada um deles era um grande desafio, pois teriam que desenvolver o mesmo aplicativo para diversas plataformas de difícil acesso e com uma curva de aprendizagem muito grande. Mas todos eles tinham algo em comum: rodavam aplicativos desenvolvidos em Java. Este foi o momento onde o Java passou a se consolidar, principalmente com a justificativa de ser gratuito. A Apple com o iOS era um destes, pois estamos falando de um fabricante com seu sistema operacional próprio, assim como a Nokia tinha o Symbian. Porém, o diferencial da Apple era fidelizar seus clientes e concentrar um bom produto apenas para a classe consumidora com maior poder aquisitivo, enquanto que a Nokia liderava com seus dispositivos com custo mais acessível.

Voltando ao Java, o grande engano era considerar que por não precisar de uma licença para a IDE de desenvolvimento, o custo seria mais baixo. A mão de obra técnica em Java era muito pequena e a curva de aprendizagem muito longa. Isto deu aos desenvolvedores em Java o valor/hora mais alto do mercado. Além disso, o suporte para manter estas IDE’s não era gratuito. Como o mundo Open Source depende de uma comunidade ativa, a empresa acabava refém dos caminhos que esta comunidade tomava. Depois surgiram os frameworks pagos, como Websphere e o mundo Java se dividiu em dois caminhos: seguro, mas caro ou gratuito, mas incerto.

Microsoft investe a longo prazo

Paralelo a isto, sempre tivemos as linguagens de programação mais consolidadas entre os desenvolvedores. O Delphi brigou com o Visual Basic durante muito tempo, dividindo opiniões onde parte preferia a herança do Basic e a outra parte defendia o Pascal. A curva de aprendizagem era muito semelhante, rápida e com recursos atraentes, porém eram IDE’s pagas. A Microsoft passou a investir pesado quando criou seu pacote de desenvolvimento, o Visual Studio que abrangia não somente o Visual Basic como o Fire Fox, C++ e outras que passaram a integrar o pacote a cada versão, tornando uma IDE única de desenvolvimento para diversos profissionais.

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Certamente o requinte veio de vez com o C# e manter o Visual Basic como opção para aqueles que não quisessem investir em uma nova linguagem de programação. O C#, por sua vez, oferecia um ambiente familiar para quem estava acostumado com o Delphi, Java e C++, o que acabou agregando ainda mais profissionais à plataforma de desenvolvimento da Microsoft. A possibilidade de se criar soluções mistas permitiu formar equipes com maior facilidade e cada vez mais empresas adotavam o Visual Studio como ferramenta definitiva de desenvolvimento. Por diversas vezes considerada a melhor IDE do mercado, ganhou posição de destaque e a integração com outros produtos ficava mais evidente a cada versão. A integração com os outros bancos de dados era simples e com SQL Server era transparente.

Windows Phone: um SDK e pronto

A Microsoft decide investir novamente no mercado mobile e lança o Windows Phone Mango em parceria com a Nokia. Desenvolver aplicativos para smartphone passou a ser algo tão simples quanto continuar programando em C# ou Visual Basic. Aprender XAML para criar o design chegou a ser divertido e para quem já trabalhava com o WPF (Windows Presentation Foundation) ficou completamente transparente. Bastava baixar o SDK para Windows Phone e o Visual Studio passava a atender o desenvolvimento de aplicativos. O mesmo aconteceu para desenvolvimento de aplicativos para Windows 8, permitindo que o desenvolvedor pudesse, dentro da mesma IDE, criar soluções para a web com o ASP.Net, soluções desktop com Windows Forms (Visual Basic e C#), soluções para smartphones com Windows Phone (também com códigos em Visual Basic e C#, além do XAML) e soluções para Windows 8 com toda interface nova.

Tudo na Nuvem do Azure

A última versão do Visual Studio trouxe o que muitos não imaginavam. Toda integração já existente, agora com o serviço em nuvem. Antes era possível integrar as soluções do Visual Studio com o Windows Azure facilmente com o SDK mas agora o próprio Visual Studio está no Azure. A possibilidade de ter equipes em locais diferentes atuando em uma mesma solução e com todo controle de versionamento e testes através do Team Foundation Server. Tudo isso sem precisar baixar e instalar nada. Toda a plataforma virou um serviço. Os códigos ficam guardados na nuvem e seguros. Tudo pode ser acessado, gerenciado, implementado e implantado através de um notebook com acesso à internet. Para alguns amigos, isso é feito simplesmente com o Surface sem o menor problema.

Para os desenvolvedores autônomos e estudantes, é possível baixar e instalar gratuitamente o Visual Studio na sua versão Express que, ao meu ver, permite criar soluções tão completas quanto aqueles que pagam pela versão Ultimate. Além disso, é possível ter a versão Professional gratuitamente através do programa de incentivo para estudantes, o DreamSpark.

Aplicando no mundo corporativo

Todo este cenário acabou colaborando para que chegássemos neste ponto. Hoje, sendo Gestor de TI, consigo dimensionar rapidamente uma equipe de alto grau técnico para desenvolver soluções complexas em pequenos períodos. Pessoas capacitadas nesta plataforma estão no mercado e acessíveis. Consigo implementar uma força de vendas com smartphones e iniciar uma operação completa em poucas semanas, fornecendo um dashboard de última geração para a empresa acompanhar em tempo real o que está acontecendo em Dubai com a mesma simplicidade que acompanha as equipes locais de São Paulo. Consigo integrar, no mesmo projeto, uma equipe nos Estados Unidos com uma equipe no Brasil. Tudo isso ainda utilizando ferramentas ágeis e aplicando Scrum, por exemplo.

Aplicando no mundo acadêmico

Justamente por ter a menor curva de aprendizagem, utilizar o Visual Studio no meio acadêmico me permite gastar mais tempo com o desenvolvimento das habilidades intelectuais dos alunos. Como eu sempre gostei de dizer, a linguagem de programação é apenas uma ferramenta e por isto ela precisa ser simples e fácil de ser utilizada sem comprometer a qualidade do produto final. Trabalhar técnicas de produção, integração em equipe, qualidade do código, técnicas de desenvolvimento, entre outras coisas, desenvolver o raciocínio lógico do aluno tem maior importância para o indivíduo e para o mercado de trabalho.

Espero ter conseguido expor rapidamente a importância do que a Microsoft vem estabelecendo neste segmento e que qualquer um que tenha tido tempo e oportunidade de lidar com todas as ferramentas que citei desde o começo do artigo como Java, Android, Delphi, Websphere e até chegar a trabalhar com o Visual Studio, certamente chegará às mesmas conclusões. Este artigo é para o executivo de TI e também para quem estuda desenvolvimento de soluções. Vou elaborar outros artigos mais técnicos para aqueles que têm interesse de ingressar nesta plataforma e voltaremos a conversar sobre o assunto.

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